A crise financeira não atingiu com força o mercado de beleza, pois as consumidoras brasileiras não abrem mão de comprar produtos para cabelo e para o rosto. É isso que mostra uma pesquisa Beauty Plan 2016, da Glambox, que analisou a frequência de consumo de seus mais de 25 mil assinantes.

Os resultados mostram que, em meio à inflação e ao desemprego, 83% das mulheres não pretendem conter os gastos com produtos básicos de higiene como shampoo, condicionador e sabonete. Sobre o consumo de máscaras, leave-in e óleos, 58% afirmaram que também não deixam de comprá-los, mostrando que o setor de beleza continuará aquecido.

E não são só com produtos para cabelo, as mulheres que responderam à pesquisa também não pretendem deixar de gastar com produtos para o rosto, tanto que 57% não abrem mão da maquiagem, 56% continuam investindo em produtos faciais de limpeza e anti-idade.

O estudo também mostra que 51% não deixaram de gastar com perfume.

Gasto mensal com produtos para cabelo

A pesquisa identificou também a média gasta pelas mulheres com produtos para cabelo e beleza em geral e percebeu que o valor gasto aumentou de 2014 para 2015.

Das entrevistadas, 60% afirmaram que gastaram entre R$ 50 e R$ 200 mensais com produtos de beleza com preços maiores ou marcas mais caras no ano passado.

Para este ano, 52% das entrevistadas com mais de 45 anos pretendem manter os gastos do ano anterior. Já as mais novas e com renda menor pretendem reduzir os custos, aproveitar as promoções e analisar as vantagens antes de adquirir o produto.

Pesquisas como essa são interessantes para saber como o público reage diante de crises como a atual situação econômica do país.

“Durante a crise, o consumidor tem um perfil mais cauteloso, avalia as vantagens do produto, mas não perde o hábito de se preocupar com a beleza”, diz Flora Singer, diretora comercial da Glambox.

A pesquisa apontou também para outro fato interessante: a maioria das mulheres preferem abdicar de alguns itens ou deixar de testar novos produtos do que consumir produtos de marcas mais baratas. Isso vale tanto para a higiene diária, como para produtos de cabelo e rosto.